Existe uma sensação singular, algo que nós sentimentos de vez em quando,que nos dá uma leveza no coração. Na verdade, eu não sei bem explicar o que é, só sei que é bom, que não precisa de palavras rebuscadas para se referir e dá uma vontade "danada" de falar um tanto de gírias, de ser natural e abusar da simplicidade!
É bom como um pão francês cheinho de manteiga e uma fatia bem generosa de mortadela. É bom como andar de bicicleta numa manhã de domingo. É bom como ouvir sua música favorita até a bateria do aparelho acabar. É bom, mas é muito bom!
E o mais peculiar é que a gente sente isso depois que toma um tombo daqueles e levanta. Depois que erra feio, mas conserta. Depois que seca todas as lágrimas e não desiste de seguir em frente!
E eu acho que acabei de descobrir, que essa tal sensação não é nada mais do que aquela descoberta gostosa da nossa humanidade!
terça-feira, 12 de julho de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Outro dia eu pensava em Romeu e Julieta, pensava em amor ridiculamente perfeito, pensava em morrer na mais sincera alegria. Em tudo, tudo eu pensava, meus pensamentos tanto vagaram que chegaram a superfície, que deixaram de romantismo e se lembraram daquilo que eu mais temia: a realidade!
E nela havia uma Julieta, não a de Verona, mas era também menina nova, menina apaixonada, menina entregue. Era Julieta que ficara morta, mas para desgosto de minha Julieta, ela permanecia viva! Pobre Julieta, tentava deixar de respirar, tentava fechar os olhos e não acordar, tentava de tudo, mas o sol insistia em lhe irritar a vista para lhe dizer que chegara mais um dia!
A minha heroína não possuía um Romeu, mas um dia tivera alguém, alguém por quem ela jurara morrer, jurara fidelidade e jurara o tal do amor eterno.
O fim foi frustrante, não era Romeu, não era ninguém, ou, ao menos, não merecia ser ninguém, mas o tal do ninguém ainda existia e ele doía, doía toda Julieta!
Julieta, eu bem sabia, era menina forte, vinha de longe, deixara família para seguir a vida, e eu comecei a perceber que ela não deixaria a vida que tanto lhe custara, ela superaria a dor, ela venceria, eu sei disso!
Talvez do drama fosse mais envolvente, talvez o fim lhe decepcione, mas em meio a toda essa história eu me apeguei à Julieta, eu passei a admirá-la, eu me encontrei incapaz de lhe dar um final triste!
A minha Julieta eu quero bem viva, eu quero forte corajosa, eu quero moça sorridente, moça de pintura, sem veneno, sem espada, sem túmulos ou morte, eu quero que Julieta vença, eu quero que a história termine,mas antes eu quero abraçar Julieta, quero apertá-la, quero apaziguar-lhe as mágoas, pois acabei de descobrir que mundo afora existem tantas Julietas e hoje meu objetivo é onde eu for, fazer Julieta sorrir
E nela havia uma Julieta, não a de Verona, mas era também menina nova, menina apaixonada, menina entregue. Era Julieta que ficara morta, mas para desgosto de minha Julieta, ela permanecia viva! Pobre Julieta, tentava deixar de respirar, tentava fechar os olhos e não acordar, tentava de tudo, mas o sol insistia em lhe irritar a vista para lhe dizer que chegara mais um dia!
A minha heroína não possuía um Romeu, mas um dia tivera alguém, alguém por quem ela jurara morrer, jurara fidelidade e jurara o tal do amor eterno.
O fim foi frustrante, não era Romeu, não era ninguém, ou, ao menos, não merecia ser ninguém, mas o tal do ninguém ainda existia e ele doía, doía toda Julieta!
Julieta, eu bem sabia, era menina forte, vinha de longe, deixara família para seguir a vida, e eu comecei a perceber que ela não deixaria a vida que tanto lhe custara, ela superaria a dor, ela venceria, eu sei disso!
Talvez do drama fosse mais envolvente, talvez o fim lhe decepcione, mas em meio a toda essa história eu me apeguei à Julieta, eu passei a admirá-la, eu me encontrei incapaz de lhe dar um final triste!
A minha Julieta eu quero bem viva, eu quero forte corajosa, eu quero moça sorridente, moça de pintura, sem veneno, sem espada, sem túmulos ou morte, eu quero que Julieta vença, eu quero que a história termine,mas antes eu quero abraçar Julieta, quero apertá-la, quero apaziguar-lhe as mágoas, pois acabei de descobrir que mundo afora existem tantas Julietas e hoje meu objetivo é onde eu for, fazer Julieta sorrir
quarta-feira, 7 de abril de 2010
ah! Que sentimento estranho que me toma o peito!
Uma dor que me consome, me desengana e tonteia meus sentimentos.
Os desavisados dirão "são só desavenças do coração!" e não parando por aí, quererão me convencer de que é tudo passageiro!
São mesmo uns racionais, uns triste e frustrados que não sabem que a dor para o tempo, quebra os relógios, tem cronologia própria!
Parece que nunca se doeram, nunca choraram e juraram não mais se recuperar!
Hoje, aos chatos eu digo logo:
-Deixem os românticos ! Deixem as lágrimas! Deixem as dores, as flores, os chocolates! Deixem a dor que na sua desgostosa aparição nos torna cada vez mais humanos, humanos apaixonados, bobos humanos apaixonados...
Uma dor que me consome, me desengana e tonteia meus sentimentos.
Os desavisados dirão "são só desavenças do coração!" e não parando por aí, quererão me convencer de que é tudo passageiro!
São mesmo uns racionais, uns triste e frustrados que não sabem que a dor para o tempo, quebra os relógios, tem cronologia própria!
Parece que nunca se doeram, nunca choraram e juraram não mais se recuperar!
Hoje, aos chatos eu digo logo:
-Deixem os românticos ! Deixem as lágrimas! Deixem as dores, as flores, os chocolates! Deixem a dor que na sua desgostosa aparição nos torna cada vez mais humanos, humanos apaixonados, bobos humanos apaixonados...
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Voltava para casa, ônibus lotado, engarrafamento, nada mais típico para o Rio de Janeiro.
A mochila estava pesada, livros, livros e mais livros, as vezes penso que o conhecimento poderia ser menos volumoso. Mas, se por enquanto é assim que ele se manifesta, prefiro não protestar.
Puxei a cordinha e caminhava distraidamente pela rua das laranjeiras.
Andei reto, parei na locadora, me perdi dentre tantas coisa. Vídeos, livros e café..tudo ao mesmo tempo...me parece um crime não parar um pouco, sentir aquele aroma, apreciar aqueles livros e olhar todos aquele filmes querendo alugar, pelo menos, metade deles.
Passados trinta segundos, organizei minhas ideias e me conectei ao planeta Terra. Finalmente me convenci que poderia alugar apenas um filme...
Eram tantos...taaaaaantos...passados mais alguns minutos resolvi sortear algum e contar com a providência divina. Passei a mão descompromissadamente e aleatoriamente puxei uma caixa.
OLGA. Judia, comunista, mulher, revolucionária. OLGA.
Seria um bom filme?
Em plena quinta-feira?
Aluguei.
Assisti.
Parece romântico demais dizer que me senti inpirada, que voltei a acreditar em certos valores que muitos consideram utopia.
Mas, reencontrei meu espírito revolucionário, aquele ideal rebelde e um tanto imaturo, característico de quem acredita que ainda pode mudar o mundo.
E eu descobri. Eu sou assim: insana, criança, imatura, mas cheia de esperança e vontade de mudar alguma coisa.
"Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue" (Olga para Prestes)
A mochila estava pesada, livros, livros e mais livros, as vezes penso que o conhecimento poderia ser menos volumoso. Mas, se por enquanto é assim que ele se manifesta, prefiro não protestar.
Puxei a cordinha e caminhava distraidamente pela rua das laranjeiras.
Andei reto, parei na locadora, me perdi dentre tantas coisa. Vídeos, livros e café..tudo ao mesmo tempo...me parece um crime não parar um pouco, sentir aquele aroma, apreciar aqueles livros e olhar todos aquele filmes querendo alugar, pelo menos, metade deles.
Passados trinta segundos, organizei minhas ideias e me conectei ao planeta Terra. Finalmente me convenci que poderia alugar apenas um filme...
Eram tantos...taaaaaantos...passados mais alguns minutos resolvi sortear algum e contar com a providência divina. Passei a mão descompromissadamente e aleatoriamente puxei uma caixa.
OLGA. Judia, comunista, mulher, revolucionária. OLGA.
Seria um bom filme?
Em plena quinta-feira?
Aluguei.
Assisti.
Parece romântico demais dizer que me senti inpirada, que voltei a acreditar em certos valores que muitos consideram utopia.
Mas, reencontrei meu espírito revolucionário, aquele ideal rebelde e um tanto imaturo, característico de quem acredita que ainda pode mudar o mundo.
E eu descobri. Eu sou assim: insana, criança, imatura, mas cheia de esperança e vontade de mudar alguma coisa.
"Lutei pelo justo, pelo bom e pelo melhor do mundo. Prometo-te agora, ao despedir-me, que até o último instante não terão porque se envergonhar de mim. Quero que me entendam bem: preparar-me para a morte não significa que me renda, mas sim saber fazer-lhe frente quando ela chegue" (Olga para Prestes)
sexta-feira, 27 de março de 2009
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